Série que recomendo: Sense8

Sinopse: Um disparo. Uma morte. Um instante no tempo em que oito mentes em quatro continentes são interligadas para sempre. Oito pessoas vivem suas vidas, segredos e ameaças como uma só. São pessoas comuns, renascidas com um mesmo inimigo e destino, e precisam achar uma maneira de sobreviver sendo caçados por aqueles que os veem como uma ameaça para a ordem mundial. 

Não sabendo ao certo o que encontraria, Sense8 foi uma feliz descoberta. Ainda bem que os mil trailers da série que fui forçada a ver no youtube chamaram minha atenção o suficiente para começar a assistir, caso contrário nunca pensaria em ver a série no Netflix.

Com cenas um tanto lento, cenas engraçadas à cenas que te deixam pensando “OMG. WTF estou vendo. Que história mais louca!” Sense8 te leva a uma jornada de não saber o que está acontecendo à saber um pouco, mas não tudo. Os personagens, para mim, foram uma das melhores coisas na série. Você se conecta com eles, começa a conhecer a história de cada sensate e passa a torcer por eles. Não teve um personagem que não gostei.

  

Por mais que a história pareça meio louca e, no começo, você fique perdido, a série consegue te cativar. Você assiste um episódio atrás do outro querendo respostas e querendo saber o que vai acontecer com os personagens. O fato da história se passar em 8 cidades diferentes também foi algo que me chamou atenção e agradou bastante, mostrando um pouco de várias culturas diferentes.

A série só pecou na falta de explicações para várias coisas, mas espero, do fundo do meu core, que tenha uma 2ª temporada vindo aí. E também um excesso de cenas lentas e, na minha opinião, até um pouco desnecessárias. Mas isso não diminui a fluidez da série, nem o quão boa é. Sense8 foi uma série que gostei, aprovei e quero mais.

Série A Seleção – Kiera Cass

seleEssa vai ser uma resenha especial. Vou resenhar não um, não dois, mas sim três livros de uma vez só. 

Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.

selecaoPara America Singer, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

a-eliteA Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.

a_escikha_capaAgora chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer.

A primeira coisa que me chamou atenção na série foram as capas, que, vamos combinar, são maravilhosas. A Seleção começou interessante, mas ao final a série foi um tanto decepcionante. Kiera Cass criou uma história com um cenário bem incrível, mas se perdeu com foco excessivo no romance.

O que faltou para mim foi uma melhor explicação da parte “distópica” do livro. Os atentados e os rebeldes tiveram, sei lá, só um quarto de atenção em cada livro. No ultimo, em especial, onde a autora poderia ter explorado mais a história deles ela apenas colocou um final claramente corrido, com uma “solução” bem rasa para toda uma revolta. Acabei A Escolha e fiquei pensando “Tá, é só isso??”

Então os livros são ruins? Não, não são. A narrativa é ótima, te prende de um jeito que quando você se dá conta já acabou o livro. O problema foi o desenvolvimento da história. Se você gosta de romance e quer ler uma livro leve, sem muitas pretensões, essa série é uma ótima opção. Se joga de cabeça que provavelmente vai agradar bastante. Em algumas partes America pode parecer até um pouco irritante, com toda aquela indecisão de triângulo amoroso, mas o romance é fofo e te faz torcer pelos personagens.

“- Na verdade, estou aqui por engano.
– Engano?
– É, mais ou menos. Bem, é uma longa história… Estou aqui. E não estou lutando. Meu plano é aproveitar a comida até você me chutar.”

“Desde pequeno sempre ouvi que os Seis “ nascem para servir” e “ não devem ser notados”.A vida inteira me ensinaram a ser invisível.”

Dorama Pinocchio

Até que ponto a mídia está certa? Após um trágico acidente, a família de Ki Ha Myung (Lee Jong Suk) é totalmente devastada por matérias equivocadas da mídia e sua vida muda completamente. Tentando fugir do tumulto Ha Myung conhece um senhor que, por ter problemas mentais, o confunde com seu filho já falecido. Ha Myung muda então seu nome para Choi Dal Po e passa a viver com o filho e a neta do homem, Choi In Ha (Park Shin Hye). Choi In Ha sofre de uma condição conhecida como “síndrome de Pinocchio”, que faz com que ela tenha crise de soluços quando diz uma mentira. Isso não a impede de seguir o sonho de se tornar uma jornalista. Ela começa a trabalhar com Choi Dal Po, seu “tio” que busca vingança pela sua família, com Seo Bum Jo (Kim Young Kwang), um herdeiro rico que teve tudo entregue a ele na vida e com Yoon Yoo Rae (Lee Yoo Bi), cujo conhecimento fangirl vem a calhar para a cobertura da imprensa.

Esse foi o primeiro dorama que acompanhei junto com a Coreia. Devo confessar, não foi tarefa fácil. Pinocchio prendeu tanta a minha atenção e interesse, que eu não aguentava esperar uma semana para desfrutar dos episódios novos. Como deu para perceber esse dorama mexeu comigo emocionalmente de várias maneiras possíveis. Mas num bom sentido. Ele, com certeza, entrou na minha lista de queridinhos. A história. Seus personagens. O desenrolar da trama. A produção. Tudo foi muito bem feito.

Os personagens? Ah o que dizer desses queridos que roubaram meu coração. Dos principais até os secundários, cada um com sua peculiaridade. Tenho que dizer amei a Hi Na. Diferentemente de vários doramas, ela não foi uma personagem tão fraca e submissa. Assim que comecei a ideia dos soluços não me parecia muito boa, imaginei que ficasse algo bem nada a ver, mas foi uma jogada de mestre. Foi algo que deu um diferencial á história e foi retratado de um jeito bem natural. Por conta de seus soluços ela só dizia o que realmente pensava e não descansava até saber a verdade. Uma das cenas que mais legais foi na qual ela enfrenta sua mãe, que tem grande importância na história.

 

A história passa por vários momentos diferentes da vida dos protagonistas. Infância, adolescência até a da vida adulta. Ao mostrar a infância somos apresentados a uma tragédia que aconteceu com o protagonista. Aquele praxe de k-dramas. Mas em Pinocchio até que me agradou. Não foi AQUELA história, mas conseguiu tocar em um assunto bem importante, discutindo até que ponto a mídia pode influenciar a vida das pessoas. O jeito que trabalharam com essa trama ajudou bastante. Não ficou aquele dramalhão e sofrimento. Teve um que a mais.

Poderia escrever muito mais, mas acabaria entregando muita coisa da trama. Pinocchio foi um dorama que em vários momentos quando aparecia uma situação em que eu poderia jurar que a história se tornaria uma enrolação sem fim, eu errava feio e era surpreendida. A história fluiu, sem se tornar algo chato. A cada final de episódio você já quer assistir o próximo. A dosagem certa na quantidade de comédia, drama e mistério ajudou, e muito, nisso.

Procura-se um Marido – Carina Rissi

Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel.

Carina Rissi é uma autora nacional que foi uma feliz surpresa. Desde que li seu livro de estreia, Perdida, passei a querer ler outras obras da autora. Assim que li a sinopse não me empolguei muito com o livro. Vendo todo o feedback positivo do livro e conhecendo a escrita da Carina fui atrás do livro sem nem pestanejar.

Procura-se um Marido, como um bom chick-lit, tem um enredo principal que, diga-se de passagem, é meio clichê. Mas não temam, caros leitores, porque Carina Rissi conseguiu escrever um livro extremamente divertido e envolvente. Chick-lits são um dos meus estilos favoritos, quando bem escritos. Fazia um tempinho que não lia nenhum livro do gênero, então estava com uma certa saudade de livros assim e Procura-se um Marido caiu feito uma luva.

– Acho que… é hora de ser corajosa e encarar o bicho-papão – tentei sorrir. […].
– Ah, se o bicho-papão for lindo desse jeito, vou rezar para que ele venha me assustar todas as noites.

Alicia, a mocinha da história, de mocinha não tem nada. Logo nas primeiras páginas ela se mostra aquela típica menina rica, mimada e sem noção das consequências de seus atos. Não gostei da personagem logo de cara, mas com o decorrer da trama fui me acostumando com ela e me diverti com suas ideias e doidices. Com tudo que ela tem que enfrentar ela acaba amadurecendo também.

A autora conseguiu escrever um livro divertido e envolvente. Eu já imaginava como a história acabaria, mas a narrativa me fez ficar presa ao livro, querendo saber mais e mais. Não sei se isso foi influenciado pela minha vontade de ler algo leve e divertido, depois de vários textos cansativos que ando lendo, mas o livro me cativou bastante.

Teve alguns detalhes que me incomodaram um pouco, como algumas coisas ou situações meio irreais. Narrativa em determinadas partes detalhadas demais. Porém, com uma boa narrativa e história tão gostosa e divertida isso passou em branco. No final a autora ainda nos presenteia com um pequeno mistério e reviravolta que eu não esperava, mas que me agradaram bastante.

Max era uma incógnita para mim. Às vezes, como naquele momento, me tocava sem que eu precisasse recorrer a subterfúgios. Em outras, dava mais trabalho que cabelo alisado com chapinha em dia de chuva.

Nota: 4,5/5

Adorável Psicose

Adoravel-Psicose-blog

Adorável Psicose é uma série brasileira que passa/passava no Multishow. Escrito e atuado por Natalia Klein, baseado em seu blog homônimo, a série tem como personagem principal Natalia, que após fazer um teste na internet e ter como resultado “você é psicótica” resolve fazer terapia. É a partir das história que Natalia conta para sua terapeuta, Dra. Frida, que a série vai se desenrolando.

Essa foi uma série que só comecei a assistir por indicação de uma amiga, e posso garantir, vale muito a pena. Pela sinopse talvez possa dar a ideia de que se trate de uma série que envolva psicologia, mas muito longe disso, Adorável Psicose é uma comédia e bem louco.

Natalia é uma pessoa bem problemática, ou psicótica, no caso. Uma das melhores coisas que há são suas falas, ela diz muitas coisas que são totalmente verdadeiras. Ela, com certeza, também tem um parafuso a menos e se mete em várias (tipo vaaarias) situações constrangedoras. Para você ter uma ideia, ao reencontrar um ex ela inventa um namorado imaginário austríaco, Zingo Schneider, só para mostrar que não está sozinha.

Como começou a fazer terapia é de se esperar que Natalia melhore, certo? Porém não, Dra. Frida é tão louca quanto ela, tornando-a uma das melhores personagens. Os outros personagens também são muito bons, como o Cara de Bigode, que a princípio não tem nome, os melhores amigos da Natalia. A série tem situações bem engraçadas e contou também com a participação de alguns artistas, como Bruno Mazzeo, Rafael Infante, do Porta dos Fundos.

Esse ano a série completou a sua 5ª temporada, mas tenho que confessar que larguei no começo da 4ª. Ué, ficou ruim? Bom, meu caro leitor, não diria que ficou ruim, mas a série sofreu uma enorme mudança de estilo que não me agradou muito, e ainda teve a saída dos atores que faziam os melhores amigos da Natalia. Pretendo voltar a assistir a série, na 5ª temporada voltou aos moldes das primeiras, e ver como está. Enfim, essa é uma série que recomendo muito, pelo menos suas primeiras temporadas, você vai rir bastante e sair por aí cantando eu sou uma estrela de luz.