O Diário Secreto de Lizzie Bennet – Bernie Su e Kate Rorick

O Diário Secreto de Lizzie Bennet – Uma adaptação moderna de Orgulho e Preconceito, baseada na série The Lizzie Bennet Diaries.
Lizzie Bennet é uma jovem estudante de comunicação que resolve fazer um vlog como projeto para a faculdade, postando vídeos em que reflete sobre sua vida e a de suas irmãs. Quando dois amigos ricos e charmosos chegam à cidade, as coisas começam a ficar mais interessantes para as irmãs Bennet – e para os seguidores de Lizzie na internet.
De repente, Lizzie – que sempre se considerou uma garota bastante normal – se torna uma figura pública. Mas nem tudo acontece diante das câmeras. E, felizmente para nós, ela escreve um diário secreto…

Sim, mais uma vez estou aqui falando de uma adaptação de Jane Austen, e se reclamar faço mais duas. Mas enfim, hoje trago a resenha desse livro que me fez reviver tudo o que senti da primeira vez que assisti TLBD e me fez sofrer por ter que dizer tchau, mais uma vez, para essa série que gostei tanto.

Para quem não sabe (como você poderia não saber??) The Lizzie Bennet Diares foi uma web série que adaptou Orgulho e Preconceito para os dias modernos no formato de vlog. Como já falei mil anos atrás aqui!

“-Acho… que você não ia acreditar nos problemas que poderiam ser resolvidos se as pessoas simplesmente parassem para conversar umas com as outras.”

No começo confesso que estranhei um pouco a forma como o diário foi escrito, foi algo meio teórico, não sei, não parecia ser a Lizzie escrevendo, parecia muito sério, falando das teorias da comunicação e organização do projeto para a tese. Talvez a tradução influenciou um pouco, mas depois as coisas se aprumam e melhoram.

Conforme fui lendo foi inevitável reassistir a série. Um, para relembrar como aconteceu nos vídeos e matar sdds. E dois, porque nem tudo que foi retratado nos vídeos foi narrado no diário. Um completa o outro. No livro Lizzie conta em mais detalhes coisas que poderiam ser pessoais demais para se compartilhar com a internet. Como a famosa carta do Darcy.

Para quem, assim como eu, amou a série essa é uma leitura que deve ser feita. E para você que não viu, o que está esperando? Veja!!!

”Tenho muitas ambições e sonhos em relação ao que eu quero fazer da minha vida: quero poder afetar as mudanças. Transformar, pelo menos, meu cantinho no mundo em algo melhor, de alguma forma. Inspirar e ser inspirada.”

Eu Fui a Melhor Amiga de Jane Austen – Cora Harrison

Eu fui a melhor amiga de Jane Austen recria o diário de Jenny Cooper, prima e amiga da proeminente escritora inglesa Jane Austen (1775 – 1817), revelando uma fase até então pouco conhecida de suas vidas, a adolescência. A obra, que mescla dados reais e ficção, traz um retrato da excitante sociedade britânica de 1790, em que os bailes aristocráticos, com seus trajes luxuosos e repletos de todas as etiquetas sociais e códigos de galanteio, refletiam o ritual de convenções que envolvia a educação da mulher naquela época, a fim de receber a tão esperada proposta matrimonial. Jenny, órfã de pais, viveu boa parte da sua infância em um internato em Southampton, na companhia de Jane, um ambiente frio e miserável que, nas suas palavras, “cheirava à morte”. Com a coragem de Jenny para salvar a prima que estava muito doente, as duas conseguem se libertar e vão morar na casa da família Austen. Entre aulas de etiqueta com uma prima francesa e alguns flertes – por ocasião do seu primeiro contato com garotos –, Jenny se apaixona por um marinheiro, e se vê diante de um dilema que representava um risco à sua reputação.

O livro é um diário fictício da melhor amiga de Jane Austen, sua prima Jane Cooper (no livro Jenny). Quando comecei a ler estava bem receosa com o que encontraria pela frente. Um: porque é um livro baseado em pessoas reais. Sempre fico um pouco com um pé pra trás com livros assim porque nunca sei o que realmente aconteceu e o quê não. Dois: porque uma das pessoas em questão era Jane Austen, aka uma das minhas autoras favoritas de todos os tempos.

A autora mesma escreve que partes foram inventadas e outras foram fruto de pesquisas e mais pesquisas que esta fez sobre biografias de Jane. Mas o livro consegue ser bem fofo. A história e o romance são bem fofos, acho que é essa palavra que descreve esse livro. É uma história leve e engraçadinha. Foi bem interessante imaginar Jane adolescente, que por sinal lembrava bastante a Elizabeth Bennet.

Como é voltado especialmente para o publico mais jovem o livro transparece um pouco isso na forma que foi escrito e diagramado. O livro conta também com várias ilustrações com o decorrer da história. Esse é um livro com uma história bem gracinha e ainda serve para conhecermos um pouco mais sobre a família e vida da Jane Austen.

“– Jane, – sussurro – ajuda-me. Estou em sérios apuros. Não sei o que fazer. Ele está aqui.
– Quem? O amor da sua vida? O homem possuidor de seu coração? Ah, Jenny, Jenny, mostre-o para mim, eu imploro.”

“- O que está escrevendo agora? – perguntei, dirigindo-me ao outro lado para olhar sobre seu ombro. Jane não é igual a mim: sua escrita nunca é particular.
– Estou escrevendo um final feliz – respondeu com grande seriedade. – Decidi que todo bom romance precisa de um final feliz e este aqui provavelmente me será útil um dia.”

Série A Seleção – Kiera Cass

seleEssa vai ser uma resenha especial. Vou resenhar não um, não dois, mas sim três livros de uma vez só. 

Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.

selecaoPara America Singer, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

a-eliteA Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.

a_escikha_capaAgora chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer.

A primeira coisa que me chamou atenção na série foram as capas, que, vamos combinar, são maravilhosas. A Seleção começou interessante, mas ao final a série foi um tanto decepcionante. Kiera Cass criou uma história com um cenário bem incrível, mas se perdeu com foco excessivo no romance.

O que faltou para mim foi uma melhor explicação da parte “distópica” do livro. Os atentados e os rebeldes tiveram, sei lá, só um quarto de atenção em cada livro. No ultimo, em especial, onde a autora poderia ter explorado mais a história deles ela apenas colocou um final claramente corrido, com uma “solução” bem rasa para toda uma revolta. Acabei A Escolha e fiquei pensando “Tá, é só isso??”

Então os livros são ruins? Não, não são. A narrativa é ótima, te prende de um jeito que quando você se dá conta já acabou o livro. O problema foi o desenvolvimento da história. Se você gosta de romance e quer ler uma livro leve, sem muitas pretensões, essa série é uma ótima opção. Se joga de cabeça que provavelmente vai agradar bastante. Em algumas partes America pode parecer até um pouco irritante, com toda aquela indecisão de triângulo amoroso, mas o romance é fofo e te faz torcer pelos personagens.

“- Na verdade, estou aqui por engano.
– Engano?
– É, mais ou menos. Bem, é uma longa história… Estou aqui. E não estou lutando. Meu plano é aproveitar a comida até você me chutar.”

“Desde pequeno sempre ouvi que os Seis “ nascem para servir” e “ não devem ser notados”.A vida inteira me ensinaram a ser invisível.”

Procura-se um Marido – Carina Rissi

Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel.

Carina Rissi é uma autora nacional que foi uma feliz surpresa. Desde que li seu livro de estreia, Perdida, passei a querer ler outras obras da autora. Assim que li a sinopse não me empolguei muito com o livro. Vendo todo o feedback positivo do livro e conhecendo a escrita da Carina fui atrás do livro sem nem pestanejar.

Procura-se um Marido, como um bom chick-lit, tem um enredo principal que, diga-se de passagem, é meio clichê. Mas não temam, caros leitores, porque Carina Rissi conseguiu escrever um livro extremamente divertido e envolvente. Chick-lits são um dos meus estilos favoritos, quando bem escritos. Fazia um tempinho que não lia nenhum livro do gênero, então estava com uma certa saudade de livros assim e Procura-se um Marido caiu feito uma luva.

– Acho que… é hora de ser corajosa e encarar o bicho-papão – tentei sorrir. […].
– Ah, se o bicho-papão for lindo desse jeito, vou rezar para que ele venha me assustar todas as noites.

Alicia, a mocinha da história, de mocinha não tem nada. Logo nas primeiras páginas ela se mostra aquela típica menina rica, mimada e sem noção das consequências de seus atos. Não gostei da personagem logo de cara, mas com o decorrer da trama fui me acostumando com ela e me diverti com suas ideias e doidices. Com tudo que ela tem que enfrentar ela acaba amadurecendo também.

A autora conseguiu escrever um livro divertido e envolvente. Eu já imaginava como a história acabaria, mas a narrativa me fez ficar presa ao livro, querendo saber mais e mais. Não sei se isso foi influenciado pela minha vontade de ler algo leve e divertido, depois de vários textos cansativos que ando lendo, mas o livro me cativou bastante.

Teve alguns detalhes que me incomodaram um pouco, como algumas coisas ou situações meio irreais. Narrativa em determinadas partes detalhadas demais. Porém, com uma boa narrativa e história tão gostosa e divertida isso passou em branco. No final a autora ainda nos presenteia com um pequeno mistério e reviravolta que eu não esperava, mas que me agradaram bastante.

Max era uma incógnita para mim. Às vezes, como naquele momento, me tocava sem que eu precisasse recorrer a subterfúgios. Em outras, dava mais trabalho que cabelo alisado com chapinha em dia de chuva.

Nota: 4,5/5

Aura Negra – AV #2 – Richelle Mead

A Escola São Vladimir está em alerta após um ataque dos sanguinários Strigoi. Os Guardiões admirados por suas habilidades e seus grandes feitos, se preparam para entrar em ação. A escola envia seus alunos para um hotel de luxo e bem protegido, porém um imprevisto obriga Rose a deixar a segurança de seu lar e impedir que o pior aconteça. Apenas quando a vida de seus amigos está por um fio é que a heroína descobrirá força dentro de si.

Depois de ler o ótimo livro que foi O Beijo das Sombras li a continuação assim que pude, mas ela não me surpreendeu muito. Com uma história não tão envolvente como no primeiro livro da série, Aura Negra deixou a desejar um pouco, pelo menos na minha opinião. O livro tem uma ótima narrativa, os personagens que gostamos, novos personagens interessantes e uma história legal, mas não sei explicar ao certo o que ficou faltando.

“É impossível se forçar a amar alguém, eu me dei conta disso. O amor existe ou não existe. Se não existe, você precisa ser capaz de admitir isso. Se existe, você precisa fazer tudo o que puder para proteger quem você ama.”

Um mês após os acontecimentos do primeiro livro, vemos como os personagens estão seguindo com suas vidas. Quando misteriosos ataques de Strigois começam a acontecer é que a história ganha ação. Rose e Lissa amadureceram mais nesse livro, mas sem perder totalmente seu jeito, especialmente Rose. Fomos apresentados a novos personagens que foram uma ótima adição para a trama, principalmente Adrian e Janine, mãe da Rose. Descobrimos um pouco mais sobre o relacionamento mãe e filha delas. No final temos aquele grande acontecimento, que foi onde a autora pecou um pouco. O clímax foi um tanto previsível, foi empolgante e em um certo momento de partir o coração, mas não foi tudo isso.

Apesar de não ter se tornado meu livro favorito, Aura Negra é uma ótima leitura. Como disse, tem ótimos personagens e uma história muito bem escrita. Trouxe novas perguntas e deixou brechas para os próximos livros. Como o livro é fino a história flui e quando você vê já terminou.

“Nós não somos amigos”, eu disse, educada até demais.
“Rose só anda com caras e psicopatas”, Mia disse. Sua voz estava carregada com o escárnio que ela sempre tinha pra mim, mas algo na expressão dela mostrou que Adrian tinha atraído seu interesse.
“Bem”, ele disse, animado, “como eu sou um psicopata e um cara, isso explicaria por que somos tão bons amigos.”

Nota:3,5/5