Procura-se um Marido – Carina Rissi

Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer. Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel.

Carina Rissi é uma autora nacional que foi uma feliz surpresa. Desde que li seu livro de estreia, Perdida, passei a querer ler outras obras da autora. Assim que li a sinopse não me empolguei muito com o livro. Vendo todo o feedback positivo do livro e conhecendo a escrita da Carina fui atrás do livro sem nem pestanejar.

Procura-se um Marido, como um bom chick-lit, tem um enredo principal que, diga-se de passagem, é meio clichê. Mas não temam, caros leitores, porque Carina Rissi conseguiu escrever um livro extremamente divertido e envolvente. Chick-lits são um dos meus estilos favoritos, quando bem escritos. Fazia um tempinho que não lia nenhum livro do gênero, então estava com uma certa saudade de livros assim e Procura-se um Marido caiu feito uma luva.

– Acho que… é hora de ser corajosa e encarar o bicho-papão – tentei sorrir. […].
– Ah, se o bicho-papão for lindo desse jeito, vou rezar para que ele venha me assustar todas as noites.

Alicia, a mocinha da história, de mocinha não tem nada. Logo nas primeiras páginas ela se mostra aquela típica menina rica, mimada e sem noção das consequências de seus atos. Não gostei da personagem logo de cara, mas com o decorrer da trama fui me acostumando com ela e me diverti com suas ideias e doidices. Com tudo que ela tem que enfrentar ela acaba amadurecendo também.

A autora conseguiu escrever um livro divertido e envolvente. Eu já imaginava como a história acabaria, mas a narrativa me fez ficar presa ao livro, querendo saber mais e mais. Não sei se isso foi influenciado pela minha vontade de ler algo leve e divertido, depois de vários textos cansativos que ando lendo, mas o livro me cativou bastante.

Teve alguns detalhes que me incomodaram um pouco, como algumas coisas ou situações meio irreais. Narrativa em determinadas partes detalhadas demais. Porém, com uma boa narrativa e história tão gostosa e divertida isso passou em branco. No final a autora ainda nos presenteia com um pequeno mistério e reviravolta que eu não esperava, mas que me agradaram bastante.

Max era uma incógnita para mim. Às vezes, como naquele momento, me tocava sem que eu precisasse recorrer a subterfúgios. Em outras, dava mais trabalho que cabelo alisado com chapinha em dia de chuva.

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