O Teorema Katherine – John Green

Após seu mais recente e traumático pé na bunda – o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine – Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Em O Teorema Katherine, John Green nos apresenta uma história nada comum, Colin, um prodígio louco por Katherines (isso, só Katherine escrito desse jeito) e fazedor nato de anagramas, depois de ser dispensado por sua Katherine n°19 parte em uma Road Trip pelos EUA com seu melhor amigo Hassan, um muçulmano gordinho. A viagem acaba quando eles param na cidadezinha de Gutshot para ver o túmulo do arquiduque Francisco Ferdinando, e é onde Colin conhece Lindsey Lee Wells e onde ele tem seu momento eureca, que é quando ele descobre como fazer seu grande teorema.

Colin, sendo um prodígio, sabe tudo de praticamente tudo. O garoto fala 11 línguas e sabe o nome de todos os presidentes dos EUA, mas tudo o que ele quer é ser importante, fazer algo grandioso. Os outros personagens da história tinham cada um seu jeito. O destaque fica para o Hassan e seus comentários sarcásticos, ele foi responsável pelo lado mais engraçado do livro. No decorrer da história também vamos descobrindo sobre as Katherines, especialmente a 19.

“– Cara, você é tão nerd… E isso está sendo dito por um fã obeso de Jornada nas Estrelas que tirou nota máxima em Matemática 1. Só para você ter uma ideia de como o seu caso é grave”

Pelo fato do Colin saber muita coisa o livro é repleto de rodapés com fatos históricos e detalhes que normalmente é definido como inútil pela opinião geral e o John Green conseguiu nos apresentas vários fatos de um jeito que continuou interessante. Outra coisa que também aparece bastante são fórmulas e gráficos matemáticos, que por sinal funcionavam, uma vez que foram elaboradas por um professor de universidade. Como matemática não é a minha praia, resolvi não me aprofundar nos detalhes que tinham lá, e isso não atrapalhou em nada o entendimento da história.

Com um enredo como esse eu não sabia o que esperar do livro e, devo confessar, não estava tão animada com a história no começo, enrolei um pouco para continuar a leitura, mas o John escreveu tudo de um jeito organizado e bacana, com o desenrolar da história você vai se interessando pela história e pelos seus personagens. Esse não é um daqueles livros com uma história super envolvente que você só pode largar o livro quando terminar, mas é um livro com uma história diferente e interessante.

“[…]Mas Colin sempre podia contar com os livros. Os livros são o melhor exemplo de Terminado: deixe-os de lado e eles o esperarão para sempre; dê-lhes atenção e sempre retribuirão seu amor.”

Nota: 4/5

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